Diz-me que tens saudades minhas!
Que não te esqueceste do meu abraço, que sentes falta dele...
Diz que tens saudades de ouvir os meus disparates, os meus dramas, a minha vida, o meu eu (de resto, perdi-o pelo caminho turtuoso da vida que me leva)
Bate-me à porta, aparece no virar de uma esquina, numa caixa do supermercado, no café ao fundo da rua; Manda-me uma mensagem, um email, um postal... daqueles grátis que só tens de juntar um selo... e se não tiveres dinheiro para o pagar, pede para cobrar no destinatário que essa alegria, para mim, não tem preço.
Não percas tempo, escreve só. Não inventes falta de tempo.... que a minha saudade tem tanto tempo.
Escreve só
S A U D A D E
num guardanapo de papel, num lenço, numa folha de papel higiénico, numa parede qualquer, no vidro, com baton, pasta dos dentes, tintura de iodo, sei lá, um pigmento qualquer que até dum fósforo apagado consegues extraír.
1 minuto em ti, uma vida recarregada em mim.
Mas por favor, lembra-me que não estou só na luta.
Diz-me só, que tens saudades de mim.