31.1.11
18.1.11
14.1.11
13.1.11
"Não estou a gostar nada disto"
Fechaste-me a porta hoje.
Penso que foi durante a noite que saiste de fininho... senti um frio agudo no sonho e pensei que tinha destapado os pés. Afinal, foi só a corrente do ar que a porta deixou passar.
Hoje despertei num dia de Sol. E na dança do meu ritual tentei espreitar-te.
Primeiro a surpresa, depois a raiva e no fim, talvez por fim, o alívio.
Acabaram-se as curiosidades, os massacres de te ver tão diferente. Tão opostos se tornaram os nossos tortuosos caminhos... Lembraste dos tempos de Ermita?
A tua agressividade verbal, que tanto me fez tremer e respirar fundo deixou de pertencer ao (meu) quotidiano. Os teus lábios a expelirem as saudades da outra, diziam que não eras capaz de me falar, de encontrar em mim um confessionário, enquanto revelavas a tua ignorância total do que sou.
Julgamento, juíz, juíza, condenação.
(e eu, nem um curso superior acabei... como pudeste tu, algum dia, pensar que estudei para Juíz?!)
J U L G A R
Sabes, são escassos os dias em que não acordo com as tuas palavras pulverizadoras. Incrivel, não é? Até eu fico surpreendida com tamanha importância que te dei, que aínda dou! Depois deste tempo todo.... São muito poucos os meus dias livres de ti. Esta cicatriz aínda lateja de fresco apesar do pó que a cobre. Pergunto: Entenderás isto algum dia?! E eu, esquecerei?!
Namoros como o nosso, não permitem que algumas palavras sejam ditas.... ou então arruinam-se almas, condenam-se ao lodo dos pensamentos maus. E a partir daí, tudo é possível porque nada mais na vida, nem o correr da água do cano, volta a ser igual. É como se te mutilassem depois de horas e horas de tortura. Não há momentos de descanso. Não há como voltar a juntar as peças. A erosão dos cacos abunda. A dor é profunda.
Mas aínda te via de soslaio, numa espécie de masoquismo curioso, de quem não conseguia, te largar... me largar!
Psiu.... Levas contigo o meu passado, não te esqueças.
Fizeste-me um favor e saíste de fininho, apagando as tuas pegadas, trancando a porta para o entrada do teu caminho. Assim é mais fácil para mim. Assim o espero.
No entanto, no meio disto tudo agradeço a tua saída.... e teres voltado a despertar em mim a vontade sincera e íntima de escrever.
Até uma próxima vida; quem sabe dessa vez, "a gente" acerte a nossa vida.
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