1.12.11

No dia de fazer a Árvore de Natal, rezo a todos os Deuses para que o teu regresso seja o meu único presente neste Natal!

e o raio desta dor que não há meio de passar....

1.11.11

desde que partiste, a cada dia que passa me torno mais feia.
não há vontade para me tratar bem, para me cuidar. Sou feia sem ti. Sou má e não tenho razão para não o ser.

Sou feia
e Invejo profundamente todos aqueles que têm mãe.

A familia sem ti, deixou de o ser. Já nao pertenço lá. Sou uma estranha numa casa que conheço de cor....

sem ti, não sei de mim.

Desculpa a minha fraqueza. Perdoa o meu egoismo.
Nunca mais senti calor, desde que perdi o teu abraço.
Meu mais brilhante amor

31.10.11

de quanto tempo mais vou precisar para aprender a viver com a tua ausência?

neste momento, a sobrevivência está em causa.

tão perdida, tão só, tão perdida, tão só.

28.10.11

caso a memória te falhe...


nós somos "home"
usa-os!


a saudade é perene.

29.8.11

Só para te dizer que não tenho andado por aqui porque não tenho tempo nem para ir à casa de banho.

Telefonaram-me do programa da Julia Pinheiro, um tal de "Querida Julia".
Vamos lá na quarta feira apresentar o mo.ca.

Só para te dizer que foste a primeira pessoa em que pensei quando me ligaram.

Só para te dizer que ando a sair-me bem, graças às tuas "cunhas" que tanto gostas de usar.

Só para te dizer, mais uma vez, que a luta sem ti, não consegue ter sequer metade da piada.

Um beijo meu amor, um beijo.

21.8.11

José Mário Branco e GAC - Ronda do Soldadinho





A agonia da saudade cresce a cada nascer do Sol sem Ti!

um beijo meu amor, um beijo!

18.8.11

Ó D I O

6.8.11

São 11 da manhã de Sábado. Estou a trabalhar como tantas outras vezes. Chove como se fosse Inverno. Não entra ninguém aqui. Não anda ninguém na rua....


Há 2 meses atrás, a esta hora já teríamos falado pelo menos 2 vezes, nem que fosse só para dizer "bom dia".


Desde que te levaram, sinto-me sempre só.
um beijo, meu amor. um beijo.

31.7.11

Queria eu ontem paz para estar comigo, para te ouvir dentro de mim, para te escrever mais uma carta, para pensar-te livremente e reflectir sobre o tempo que passou desde que deixei de poder tocar-te. (1 mês... e há dias em que parece que foi ontem, outros em que parece ter sido há anos... a relatividade do tempo, o tempo que não tiveste, o tempo que nos roubaram, tanto tempo, tanto tempo).

A vida continua, ninguém sabe da minha vontade e para lamurias já bastam os outros; que Guerreira me chamaste e Guerreira hei de ser só para ti, para que te orgulhes de mim, para que não te envergonhes do que sou, para que eu possa dizer a todos de onde veio a minha garra e tu possas dizer de peito cheio que "eu sou tua"!
Quero tanto que te orgulhes de mim!

Sabes, não tiro o teu anel diário do meu dedo, ainda que o tenha de usar no indicador e que ele esteja sempre a tentar fugir de lá de tão grande que é. Não, tenho coragem para o mandar apertar.

Fomos ontem ao aniversário de um amigo do Jorge. Eram uns quantos de todas as idades: uns novos outros mais maduros, uns grávidos outros já não. Filhos em todo o lado e pais espalhados pela casa. As mães na cozinha e mesmo as mais velhas, não chegam aos teus calcanhares. Nunca ninguém chega aos teus calcanhares.

Agarrei-me um pouco aos mais crescidos e no meio deles alguém trauteava adivinhas antigas, daquelas que tu também conheces e contigo ficaram guardadas. Entre elas uma foi dita por um homem de olhos brilhantes, que entusiasmado pela curiosidade da incógnita da resposta disse:
- "Verde foi meu nascimento e de luto me vesti. Para dar a luz ao mundo mil tormentos padeci."
- É a azeitona! - Gritei eu, instantaneamente, no meio de uma conversa a que assistia, com aquele sorriso que tu gostas, com os poros a libertarem água que em mim, desde que te levaram, não sai em forma de lágrimas mas sim de suor. :)

És Tu a falar, eu sei!
És Tu a fazeres-te sentir, eu sei!
Estás sempre comigo, eu sei!
Tenho saudades Tuas, Tu sabes!

Agradeço-te novamente o Balão de S. João. Preciso dele como de água para viver. E tu, sempre tão atenta e conhecedora de mim como ninguém, mesmo na dor que acredito que sintas por não estares aqui, não me deixas só.
Agradeço-te também a visita nocturna de hoje. Custou-me acordar de tão banal sonho: uma situação tantas vezes repetida, a rotina que nos faz família e nos une para sempre. Sabes, estes hábitos, ainda que criados pela educação, tornam-se genéticos com o uso.
Estava capaz de te levar comigo para a vida real. Ainda acredito que poderei vir a tocar-te outra vez.
Quero falar contigo horas a fio, almoçar num restaurante vegetariano qualquer onde só tu tens prazer em me acompanhar. Quero atender as tuas duzentas mil chamadas diárias e fazer-te outras tantas só porque sim, porque os dedos instintivamente digitam o teu numero no telefone.

Queria eu ontem paz para estar comigo, para ver todos os papelinhos escritos por ti, os postais de aniversário, os números de telefone de alguém, os apontamentos de receitas e caterings que fizemos juntas.
Minha companheira de Luta!
Minha força, Meu incentivo
Minha Mãe!

29.7.11

andam a passar por cima das Tuas regras com a desculpa da dor da tua ausência... afasto-me eu deles, com a desculpa da arrogância pois não consigo compactuar com semelhante falta de respeito por Ti.

Espero que consigas perdoar o meu radicalismo e que entendas que esta postura é fundamental à minha sobrevivência aqui.

Magoa-me entrar lá e ver que a casa agora é de outra família da qual não faço parte.
Saudades da tua perspicácia!
Saudades tantas que o meu coração lentamente transforma-se em pedra para as aguentar!

17.7.11

Cartas de mim para Ti

Sabes Mãe, (claro que sabes, mas apetece-me dizer-te outra vez) hoje apareci na televisão com o meu novo projecto para tentar vingar na Vida. É aquele de mobiliário de cartão que tu foste forçada a passar uma tarde inteira a ouvir e a reouvir o video lá na tua sala, enquanto eu e o Jorge o editávamos para enviarmos para o massimov.

Aparecemos no Telejornal da hora do almoço da RTP em grande plano e fomos apresentados como o 1ª caso de sucesso na 1ª plataforma de Crowdfunding em Portugal. Que bem, hein?! :)
Senti uma vontade tremenda de te ligar a dizer: "Põe na 1"... mas agora o teu telemóvel já foi desligado e já não posso mais fazer brincadeiras destas contigo! A vida pregou-nos cá uma rasteira, que nem tenho palavras para a descrever....

Acalmei-me e procurei-te em mim (porque eu sei que sou tua; e de mim, nunca hás de desaparecer) Depois, deixei-me ligar-me a ti e fui a correr abraçar-te :)
-Meu Amor, minha Guerreira, muitos parabéns, eu apoio-te em tudo! :) -disseste tu como dizes sempre, com esse orgulho e alento que só tu sabes sentir e dar.

És tão singular e insubstituível, Mãe. Tão insubstituível, tão insubstituível....
As saudades crescem de dia para dia, mas eu não vou abaixo. Tu também não foste! Como poderia eu ir?! Ensinaste bem a lição e criaste aqui uma familia à maneira. :)
Somos lutadores e resistentes como tu! E aqui, ninguém abdica da felicidade. Ninguém deixa de ver o lado positivo de tudo. Devemos-te isso para sempre!

E olha que tu sabes bem como sou... mas desde daquele dia, que tento (e consigo) todos os dias ver o lado bom de tudo e adaptar-me à vida, para poder Vivê-la! como Tu tantas vezes me aconselhaste.

À tarde fomos montar o novo espaço para o mo.ca.. Tenho a certeza que não ias gostar... é um bocado freak, eu sei. Mas é barato e tem muita luz e muita gente diferente para eu poder aprender coisas novas. Acredito que ali possamos vingar. :)

Sabes, depois de montar as mesas, lembrei-me logo de Ti! Percebi a história das camilhas e saiu-me um:
-Vou pedir à minha Mãe para fazer uma camilha para aqui.
Fiquei tão feliz com o que disse :) Tenho a certeza absoluta que foste tu a falar. Mas não te preocupes, vou fazer uma! E vai ser na tua máquina de costura, com uns galões quaisquer que hei de encontrar por lá :)
Vai ficar linda, tenho a certeza.
Ah, e vou prender tudo com pioneses, como tu fazias aqui!!!!! hehehehe

Espero que te entreguem esta carta aínda hoje, pois estou cheia de curiosidade em ver que balão de S. João me vais enviar como resposta a ela.

Não te esqueças: és o meu primeiro pensamento ao acordar!
Muitos abraços meus para ti, daqueles que só tu sabes aguentar :)

PS- obrigada por me teres visitado hoje nos sonhos :) Foi uma delícia ter-te tão perto :)
mais um beijo

19.5.11

Um dia Acordo deste sono de décadas e mando tudo para o galheiro.

Nem um papel a dizer "adeus" será encontrado.

Nesse dia, tudo vai mudar.... para melhor :)

1.2.11

31.1.11

‎"Perfection is not just about control. It’s also about letting go.”

18.1.11

:)
Só sei que vieste cá parar...
:)

14.1.11

Mãe, põe-te boa depressa! Quero ir embora!!!

13.1.11

"Não estou a gostar nada disto"

Fechaste-me a porta hoje.

Penso que foi durante a noite que saiste de fininho... senti um frio agudo no sonho e pensei que tinha destapado os pés. Afinal, foi só a corrente do ar que a porta deixou passar.

Hoje despertei num dia de Sol. E na dança do meu ritual tentei espreitar-te.

Primeiro a surpresa, depois a raiva e no fim, talvez por fim, o alívio.

Acabaram-se as curiosidades, os massacres de te ver tão diferente. Tão opostos se tornaram os nossos tortuosos caminhos... Lembraste dos tempos de Ermita?

A tua agressividade verbal, que tanto me fez tremer e respirar fundo deixou de pertencer ao (meu) quotidiano. Os teus lábios a expelirem as saudades da outra, diziam que não eras capaz de me falar, de encontrar em mim um confessionário, enquanto revelavas a tua ignorância total do que sou.

Julgamento, juíz, juíza, condenação.
(e eu, nem um curso superior acabei... como pudeste tu, algum dia, pensar que estudei para Juíz?!)

J U L G A R

Sabes, são escassos os dias em que não acordo com as tuas palavras pulverizadoras. Incrivel, não é? Até eu fico surpreendida com tamanha importância que te dei, que aínda dou! Depois deste tempo todo.... São muito poucos os meus dias livres de ti. Esta cicatriz aínda lateja de fresco apesar do pó que a cobre. Pergunto: Entenderás isto algum dia?! E eu, esquecerei?!
Namoros como o nosso, não permitem que algumas palavras sejam ditas.... ou então arruinam-se almas, condenam-se ao lodo dos pensamentos maus. E a partir daí, tudo é possível porque nada mais na vida, nem o correr da água do cano, volta a ser igual. É como se te mutilassem depois de horas e horas de tortura. Não há momentos de descanso. Não há como voltar a juntar as peças. A erosão dos cacos abunda. A dor é profunda.
Mas aínda te via de soslaio, numa espécie de masoquismo curioso, de quem não conseguia, te largar... me largar!
Psiu.... Levas contigo o meu passado, não te esqueças.
Fizeste-me um favor e saíste de fininho, apagando as tuas pegadas, trancando a porta para o entrada do teu caminho. Assim é mais fácil para mim. Assim o espero.
No entanto, no meio disto tudo agradeço a tua saída.... e teres voltado a despertar em mim a vontade sincera e íntima de escrever.
Até uma próxima vida; quem sabe dessa vez, "a gente" acerte a nossa vida.